Certo dia uma imagem me chamou a atenção. Uma portadora de deficiência física, transitando no meio da rua por falta de espaço na calçada para que pudesse se locomover em sua cadeira de rodas.
Então fiquei a pensar, que risco esta moça estava correndo! De quem é a culpa?
Temos o hábito de tudo de errado atribuir a culpa aos políticos, essa classe tão achincalhada por todos nós.
Ora! Será que a culpa é só dos políticos? Será que só existe político ladrão? Será que todo político é corrupto? Será que só os políticos não respeitam as leis?
É bem verdade que entre a classe política também existe de tudo, mas temos a mania de generalizar.
Num breve trafegar pelas ruas de nossa cidade, pude perceber porque os deficientes físicos palmeirenses e os que chegam de outras cidades, também não conseguem utilizar nossas calçadas
Nossas calçadas servem de tudo, de mostruário para as lojas, de banca de feira, de estacionamento de veículos, de tudo que se possa imaginar, menos para o que serve: trânsito de pedestres.
Sem contar as calçadas que são revestidas de cerâmica derrapante, podendo causar um acidente grave, principalmente em idosos.
As ruas centrais são as mais desorganizadas e as leis desrespeitadas, pois, além de não ter onde os motoristas estacionarem, alguns comerciantes se acham donos das mesmas e colocam cadeiras, cones e até cavaletes, reservando aquele local para estacionar o seu veículo.
Devemos sim cobrar dos nossos políticos para que façam o melhor que podem pelo nosso povo. Mas qual a moral que temos em cobrar se também não fazemos a nossa parte?
O trânsito de Palmeira é o mais bagunçado que conheço, é mais fácil dirigir na Índia!
É uma falta de respeito pelos pedestres, pelas placas sinalizadoras, carros e carroças de burro transitam frequentemente na contramão, sem contar com alguns motoqueiros que cortam pela mão direita correndo o risco de causarem acidentes, como já aconteceu até comigo mesma, que ao encostar o carro para estacionar, quando o meu carona abriu a porta, derrubou um motoqueiro que vinha pelo lado errado, graças a Deus ele não se machucou, evitando transtornos para mim.
Existem ainda aqueles motoristas que param no meio da rua para conversarem ou realizarem algumas compras.
E aqui faço eu a mea culpa, pois, muitas vezes apressadamente, estaciono em local proibido para resolver algum problema rápido. Mas sei que estou errada também! E tenho que fazer a minha parte.
É bem verdade que o número de agentes de trânsito para fiscalizar é bem pequeno, necessitando ser ampliado. Sabemos também do esforço do Superintendente da SMTT Aurélio Brasileiro (Lelo) em tentar coibir alguns abusos, mas será necessário um agente de trânsito para fiscalizar cada cidadão?
Acredito eu, que a solução mais rápida e eficaz é a aplicação de multa, o que vai doer no bolso dos infratores e só assim melhorará a vida dos nossos pedestres e o nosso trânsito.
Antes de cobrarmos e achincalharmos a classe política, que são pessoas que saíram do povo, devemos também fazer a nossa parte, pois, se não a fazemos enquanto cidadãos comuns, o que não faremos se um dia chegarmos a ocupar um cargo político?
A política é nada mais do que um reflexo do que somos em nossa vida privada.
Pensemos nisso!










