Médicos de Belém (PA) e Maceió (AL) fazem greve por tempo indeterminado

  • eduardocardeal
  • 05/05/2009 06:15
  • Saúde

Médicos da rede municipal de Belém (PA) e de Maceió (AL) entraram em greve por tempo indeterminado para reivindicar reajustes salariais. Em Belém, cerca de 6.000 profissionais da saúde, entre eles 600 médicos, estão paralisados desde o dia 1º de maio. Segundo o Sindsaúde, sindicato dos servidores da categoria, a greve atinge 75% dos servidores do município.

Apenas dois prontos-socorros e o atendimento do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) estão funcionando, ainda assim com apenas 30% do efetivo. As demais unidades estão paradas, segundo o sindicato. A estimativa do órgão é que apenas 600, de uma média de 3.500 atendimentos diários, estejam sendo realizados na capital.

A paralisação ocorre em um momento em que a demanda por atendimentos chega a ser 30% maior em razão das chuvas, diz Robson de Sousa Rodrigues, diretor do Sindsaúde.

Um médico na rede pública do município recebe um salário mínimo (R$ 465), mais R$ 800 em gratificações. O movimento pede reajuste de 20,84% no salário dos profissionais, além de melhorias na estrutura das unidades e a instalação de uma CPI na Câmara Municipal para apurar irregularidades na gestão da saúde em Belém.

Em abril, a Justiça Federal bloqueou R$ 17,8 milhões da prefeitura, afirmando que verbas recebidas da União não eram geridas "adequadamente". A medida foi revertida no Tribunal Regional Federal da 1ª Região na sexta.

A Secretaria da Saúde, por meio de nota, diz que apenas 10% dos profissionais aderiram à paralisação e que o atendimento está sendo prejudicado por integrantes do Sindsaúde, que estão fazendo ilegalmente triagem dos casos de urgência na frente das unidades. A secretaria diz que a greve é precipitada porque as negociações ainda estão em andamento.

Alagoas

Em Maceió, cerca de 435 médicos que atendem nos postos de saúde municipais e nas equipes de PSF (Programa Saúde da Família) também entraram em greve nesta segunda-feira. A Secretaria da Saúde não tem uma estimativa de quantos médicos aderiram à paralisação.

Os médicos reivindicam 100% de reajuste no salário-base (de R$ 1.121) e aumento da gratificação dos médicos do PSF. O secretário Francisco Lins afirma que a prefeitura já deu 13% de aumento.