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Em 30 de janeiro, a OMS emitia um alerta de emergência máximo sobre a crise do novo coronavírus para o mundo. Até então, a doença estava concentrada na China, mas já haviam poucos casos de covid-19 pelo mundo. Noventa dias depois, a organização confirmou praticamente 3 milhões de pessoas infectadas pelo vírus que se tornou a maior pandemia do século XXI.

Durante esse tempo, a instituição tentou passar informações, orientações e dados com o máximo de transparência possível, segundo o diretor-geral, Tedros Adhanon. “Nós dissemos repetidas vezes que o mundo tinha uma oportunidade de se preparar e prevenir a transmissão comunitária generalizada”, disse o diretor.

A OMS tem sido acusada, especialmente pela gestão do presidente dos EUA, Donald Trump, de ter demorado a alertar sobre os perigos do novo coronavírus e ter escondido dados para favorecer a China. Maior financiandor da organização, o governo norte-americano suspendeu repasses para a organização.

Nos últimos dias, a direção da OMS tem respondido repetidamente as acusações e aproveitou a ocasião do 90 dias do alerta mundial para enumerar os acontecimentos e ações durante a pandemia.

Primeiro registro em 31 de dezembro

No dia 31 de dezembro de 2019, o Sistema de Inteligência de Epidemias da OMS foi informado de um grande número de casos de pneumonia sem causa especificada em Wuhan, na China, o epicentro da doença. No dia seguinte, a organização entrou em contato com o país para tentar conseguir mais informações sobre a doença.

Com mais dados, a organização passou a avisar parceiros, como a Rede Global de Alerta e Resposta a Surtos sobre a existência de uma doença desconhecida e começaram as investigações para entender o que estava acontecendo e como a covid se comportava.

Nos dias 10 e 11 de janeiro, a OMS lançou o primeiro manual com orientação sobre como detectar, testar e cuidar dos casos de coronavírus e como proteger os profissionais da saúde de possíveis contágios.

No dia 11, a China compartilhou a sequência genética do vírus para os outros países, para começarem as análises e testes de tratamentos. No mesmo dia, foi registrada a primeira morte por covid-19.

A partir daí, o coronavírus passou a se espalhar para além do território chinês. No dia 13 daquele mês, foi registrado o primeiro caso da doença fora da China, na Tailândia.

Covid-19 afeta 185 países

Com a transmissão e aparecimento da covid-19 em países vizinhos e com a alta transmissibilidade da doença, Tedros e outras autoridades da OMS visitaram a China para conversar com o presidente Xi Jinping sobre a seriedade da doença e membros da organização foram para Wuhan analisar os casos.

Nos dias 22 e 23 de janeiro, foi realizado o Comitê de Emergência, com outros 15 especialistas independentes ao redor do mundo. Até então, a China tinha 581 casos confirmados e apenas 10 fora pelo mundo.

No dia 30 de janeiro, a OMS enfim emitiu o alerta de emergência global e avisou o mundo sobre a doença e disse que era necessário começar a tomar medidas para se proteger e evitar que o coronavírus continuasse a se espalhar.

Nesses três meses, a doença se espalhou para 185 países e deixou mais de 3 milhões de infectados e mais de 200 mil mortos. Alguns países já anunciaram que venceram a doença e diversos governos estão estudando formas de voltar ao “normal”.