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Dois brasileiros desapareceram enquanto escalavam o Monte Fitz Roy, no Parque Nacional Los Glaciares, na região da Patagônia Argentina, na divisa com o Chile. A dupla deveria ter retornado da trilha no último domingo (20), mas eles não voltaram e nem fizeram contato com conhecidos até a tarde desta terça-feira (22).

De acordo com a Fememg (Federação de Montanhismo e Escalada de Minas Gerais), a dupla começou a subir a montanha na quarta-feira (16) e foi vista, pela última vez por um grupo de montanhistas, na tarde da sexta-feira (18).

Os desaparecidos são o capixaba Fabrício Amaral e o mineiro Leandro Ianotta, que é considerado um dos montanhistas mais experientes de Minas Gerais.

De acordo com a Fememg (Federação de Montanhismo e Escalada de Minas Gerais), a dupla começou a subir a montanha na quarta-feira (16) e foi vista, pela última vez por um grupo de montanhistas, na tarde da sexta-feira (18).

Os desaparecidos são o capixaba Fabrício Amaral e o mineiro Leandro Ianotta, que é considerado um dos montanhistas mais experientes de Minas Gerais.

Na semana passada, Ianotta, que também é conhecido como Mr. Bean, publicou uma foto em uma rede social falando sobre o início do trajeto. Na mensagem, ele relata as dificuldades encontradas e fala sobre ventos fortes.

“Foi difícil identificar a base da via Franco Argentina e com o vento forte que vinha do Cerro Torre, decidimos descer e esperar a próxima Janela. Aprendendo a cada dia e enquanto isso, sigo pedindo ao Anjo da guarda escalador uma força!”, disse na publicação.

Um escalador amigo de Ianotta, que não quis se identificar, conta que chegar ao topo da pedra é um divisor na vida de quem pratica o esporte. Segundo ele, o colega tem preparação física e técnica para cumprir o desafio.

— Quando você consegue escalar o monte, você entra no hall das pessoas que já fizeram o Fitz Roy. O mais difícil lá é o tempo. Não são muitas pessoas que conseguem subir.

A região é também conhecida pelo mau tempo e, segundo a Fememg, este pode ter sido o motivo do desaparecimento dos atletas. As buscas são feitas por socorristas do parque com a ajuda de outros montanhistas. A reportagem procurou Ministério das Relações Exteriores para saber como o órgão acompanha o caso, mas ainda não teve retorno.