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Quem tem filhos na escola sabe que o material escolar pode arruinar o orçamento de janeiro, já comprometido com o pagamento de impostos como IPVA.

Segundo pesquisa do Procon, os preços de materiais escolares podem variar até 260%. Mas estamos falando de itens que custam R$ 4, como canetas.

Já o preço dos livros didáticos assusta muito mais. Em um colégio da zona Norte de São Paulo, por exemplo, a lista de livros didáticos e paradidáticos para o primeiro ano do Ensino Médio custa R$ 2.510 (preço de tabela).

Para não se endividar, pais e mães adotam algumas estratégias. Veja elas:


Para não se endividar, pais e mães adotam algumas estratégias. Veja elas:

1. Participe de grupos

A publicitária Fabiana Raguza, de 42 anos, levou um susto ao ver o preço que teria de desembolsar pelos dez livros que a filha Gabrielle, de 13 anos, vai usar agora no 8º ano. "Cerca de R$ 1.800 se comprasse todos novos", diz.

Mas Raguza gastou R$ 300 comprando dois livros novos. O restante saiu de graça por conta de um grupo de trocas e doações organizado por mães e pais do colégio no Facebook.

O grupo, que tem 389 membros, foi criado para organizar doações e trocas de livros e até mesmo de uniformes em bom estado.

“As mães são muito organizadas, orientam os filhos a usarem apenas lápis nos livros e, ao final do ano, apagam tudo que foi escrito e repassam adiante. Foi desse jeito que, dos 10 livros pedidos na lista, Fabiana comprou apenas dois.

Fabiana conta que doou todo o uniforme da filha para uma mãe de quatro meninas. "Todos se ajudam."

2. Faça trocas ou venda os livros

O grupo de mães também foi a saída encontrada pela assessora de comunicação Adriana Costa, de 43 anos, que mora em Fortaleza (CE). Mãe do Bruno, de 12 anos, que vai para o 8º ano, descobriu que teria de pagar R$ 1.603 pelos livros do filho.

Entrou para um grupo de mães do Whatsapp e desembolsou, no total, R$ 425. O marido, o engenheiro civil José Sobrinho Silva Júnior, de 44 anos também ajudou a poupar levando os livros usados do filho em uma feira de troca organizada pela escola. Com isso, arrecadaram R$ 260.

"Antes eu comprava sempre em uma papelaria que já vinha com o serviço de encapar os livros, mas a diferença de preços é muito grande.”

3. Fuja de marcas e avalie a lista

O empresário Marcos Marinho, de 34 anos, morador de Feira de Santana (BA), se preocupa ainda mais com a conta. Afinal, é pai dos gêmeos Davi e Gabriel, de quatro anos.

Mesmo estando na educação infantil, a conta do material chega a R$ 900 para cada um. "Eles pedem muita coisa que não é necessária, como marca de massinha de modelar, do lápis de cor. Se não compro da marca, economizo 40%”, diz.

Fabiana Raguza confirma a experiência. Ano passado ela pagou R$ 23 em cada caderno com personagem para a filha. Esse ano, comprou cadernos a R$ 4,80 cada, com capas mais simples.

4. Pague à vista e peça desconto

A estratégia de Marinho é organizar o orçamento para a compra dos materiais desde novembro, para pagar tudo à vista, em dinheiro vivo.

“Desse modo, consigo desconto de 10% a 12% em cima do preço à vista. A loja tem custo para parcelar no cartão, se chego com dinheiro vivo, eles não recusam o desconto", diz.

5. Nem tudo deve ser comprado

O Procon informa que os pais não devem comprar materiais de uso coletivo ou de higiene, como papel toalha, papel higiênico, copos descartáveis nem aceitar pagamento de material sem apresentação da lista.

Mas, atenção: escolas que usam apostilas como material próprio podem cobrar por eles.