Toda mulher adora mudar os cabelos. Quem tem cachos, quer fios lisos e vice-versa. No Brasil, há alguns anos as mulheres vem se rendendo aos encantos dos cabelos alisados, seja com química seja pelo uso do secador e da chapinha. Em qualquer um dos casos, no entanto, os cuidados precisam ser redobrados porque os fios ficam mais expostos a agressões.

Lavagem sem exageros

O primeiro passo pode parecer simples, mas usualmente acaba sendo ignorado: os fios alisados ficam mais fragilizados e por isso precisam de xampu e condicionador próprios para cabelos que passaram por esse processo, seja ele químico ou feito por meio do uso de aparelhos. Dê preferência àqueles que tenham em sua formulação componentes voltados a repor a densidade da fibra capilar, como queratina. Além disso, eles devem conter  agentes hidratantes, que ajudarão a dar mais brilho e maciez.

Reduzir o número de lavagens é outra estratégia coringa que faz toda a diferença na hora de garantir o balanço adequado às mechas. Em especial para as adeptas do alisamento com efeito prolongado, lavar o cabelo em dias alternados ou a cada dois dias é uma das formas de manter o alisamento por mais tempo e, com isso, garantir um prazo maior para que os fios se recuperem da agressão antes de serem novamente expostos à química.

Na rotina de cuidados domésticos, vale ainda incluir o uso de creme para pentear sempre que os fios forem lavados – lembrando que isso não elimina a necessidade de uso do condicionador no banho – e ter sempre à mão um bom óleo reparador.

Hidratação em dia

A melhor forma de manter os fios saudáveis é investir na hidratação. E quando se trata de um cabelo que passou por um processo de alisamento, o conselho vale em dobro. Isso por que qualquer que tenha sido a técnica aplicada para deixar as mechas lisas a fibra capilar sofreu impactos consideráveis à sua estrutura e perdeu nutrientes que precisam de um reforço nos cuidados para serem repostos.

Para obter resultados satisfatórios, a recomendação para quem optou pelo alisamento químico é aplicar semanalmente uma máscara de nutrição profunda em casa e consultar uma vez por mês o cabelereiro para avaliar a saúde dos fios, podendo realizar um tratamento em salão para assegurar a hidratação.

Já para quem prefere a prancha alisadora ou o secador, o uso de um protetor térmico é obrigatório para ajudar a diminuir os efeitos prejudiciais dessa exposição dos fios às altas temperaturas. A máscara de tratamento pode ser usada quinzenalmente neste caso, ajudando a a manter os cabelos soltos, macios e com brilho.

Retoque químico na medida

Engana-se quem pensa que aquele aspecto estranho dos fios no mês seguinte ao alisamento químico seja sinal de que chegou a hora de refazer o processo. O ressecamento é de fato o grande causador do efeito “espigão” nas pontas e da falta de movimento, mas como ele acaba se tornando mais evidente com os passar dos dias pós aplicação da química, a percepção da real causa do problema acaba sendo dificultada.

O ideal é retocar apenas a área próxima à raiz, onde fica o pedaço virgem do fio, evitando expor desnecessariamente as partes que já foram colocadas em contato com os produtos alisadores – afinal, a repetição exagerada pode provocar um enfraquecimento severo da estrutura capilar e até levar à perda de cabelo.

Outro ponto diz respeito à coloração: nunca faça alisamento e coloração no mesmo dia. Por serem dois procedimentos que envolvem componentes que agridem a fibra dos fios, o ideal é colorir primeiro e aguardar ao menos 15 dias para então investir na técnica de alisamento escolhida. E sempre lembrando que nesse intervalo, é imprescindível uma hidratação profunda para que o cabelo – já fragilizado – tenha condições de suportar as intervenções químicas sem quebrar e perder o vigor.