nvestigação avançando e pedido de prorrogação do inquérito são algumas novidades sobre a morte do policial civil José Santos de Oliveira, 39, encontrado com um tiro na cabeça e o corpo carbonizado dentro de um veículo, no município de Igaci, em setembro deste ano. Após 50 dias do crime, nenhum suspeito foi apresentado e familiares continuam sem informações sobre a apuração. O assassinato é investigado pela comissão de delegados Nilson Alcântara, Ana Luiza Nogueira e Cícero Lima.
Em contato por telefone, a irmã do policial, Célia Santos, informou ao CadaMinuto, que a família está aguardando um posicionamento da Polícia Civil sobre o caso. Segundo ela, delegado Nilson Alcântara garantiu que as investigações estão avançando, mas que nenhuma informação poderia ser divulgada.
“Da última vez que falamos com o delegado, ele disse que estava aguardando o juiz assinar uns papéis, mas até agora não teve nenhuma novidade. A família continua aflita por uma solução. Não é possível que um crime bárbaro e cruel continue sem solução”, disse Célia.
Célia afirmou que para a família é difícil ficar aguardando uma solução, pois eles não sabem quem procurar para cobrar a elucidação do assassinato. Ao ser questionada se a família teme sofrer algum tipo de ameaça, Célia garantiu que não. “Nós não sabemos qual foi a motivação do crime, mas não temos medo”, enfatizou.
O presidente do Sindicato dos Policiais Civis de Alagoas (Sindpol), Josimar Melo, afirmou que teve uma informação extraoficial de que os delegados iriam pedir prorrogação do inquérito, por ter extrapolado o tempo previsto de uma investigação, que é 30 dias. “Estamos cobrando uma solução, mas não temos nenhuma informação sobre as investigações”, salientou.
O crime
Na noite do desaparecimento, José Santos de Oliveira, conhecido como Zé, estava de plantão na delegacia de polícia do município de Palmeira dos Índios. Segundo as testemunhas, ele saiu da DP para jantar e não retornou mais ao trabalho. O corpo dele foi encontrado totalmente carbonizado no sábado, dentro da mala de seu próprio veículo, no Sítio Barreiras, localizado na zona rural do Município de Igaci.
O veículo foi localizado após uma denúncia anônima feita ao 10º Batalhão da Polícia Militar, dando conta de que um carro abandonado estava em chamas. Guarnições se dirigiram até o local e constataram o fato. No momento em que os militares se aproximaram do veículo para realizar uma averiguação do que havia ocorrido, os policiais encontraram o corpo.
Segundo informações dos militares que atenderam a ocorrência, a vítima havia trabalhado por muitos anos, inclusive como escrivão, na delegacia do município onde foi encontrado morto.





