Palmeira vai parar. Várias entidades da sociedade palmeirense estão mobilizadas para um grande ato público que ocorrerá na próxima segunda-feira, 19 de agosto, com concentração na Casa Museu Graciliano Ramos. O objetivo do evento é mobilizar a população, entidades de classe, imprensa e o poder público acerca da possibilidade de demarcação de terras em Palmeira dos Índios. Atualmente o processo tramita em Brasília no Ministério da Justiça.
Os organizadores do evento revelam que “a cidade vive um clima de ansiedade e expectativa muito grande em relação às intenções da Fundação Nacional do Índio (FUNAI) que tenta a todo custo avançar com a demarcação de terras em Palmeira” apontam, acrescentando que “essa luta não é contra a causa do povo indígena, mas aos danos sociais e econômicos em questão”.
Na semana passada, Ivison Machado, Edvaldo Cunha e Emílio Silva, que integram o Rotary Clube/Palmeira dos Índios, estiveram na Câmara Municipal de Vereadores para reunir os parlamentares e solicitarem a adesão e o apoio ao Movimento Palmeira de Todos. “A FUNAI merece uma banana” provocou Machado.
“Despejar essas famílias das terras herdadas de seus antepassados, onde nasceram, cresceram, casaram, criaram seus filhos e tiram o seu sustendo da família é um crime sem precedentes. Existem propriedades com escrituras lavradas há 100 anos. Imagine o que é alguém chegar a sua casa ou propriedade, dizendo que ela não lhe pertence mais e que você será assentado em outro lugar...” completou os organizadores.
O poder público e as lideranças políticas também foram mobilizados para participar do ato de protesto, que simbolicamente terá concentração na Casa de Graciliano Ramos. É uma luta em defesa da viabilidade socioeconômica e dos 450 pequenos e médios produtores rurais que poderão ser afetados diretamente por esta medida. A demarcação envolve cerca de 7 mil hectares, onde se produz hortaliças, frutas tropicais, entre outros produtos da agricultura familiar.
“É um movimento pacífico e não há cabo de guerra entre índios e não índios, até porque convivemos numa sociedade de forma harmoniosa e respeitosa com os povos indígenas. Nossa intenção é soltar o grito preso na garganta e despertar o palmeirense que reprova essa demarcação criada pela FUNAI” finalizou, o presidente do Sindicato dos Lojistas, José Gilton.





