O Ministério Público poderá receber pedido de investigação nas contas da Câmara Municipal de Palmeira dos Índios, ainda neste mês de dezembro, referente ao descumprimento de leis trabalhistas por parte da Mesa Diretora, atualmente presidida pelo vereador Geraldo Alencar (PSDB).

Segundo denuncias efetuadas por servidores da casa, Alencar determinou que o salário de todos os trabalhadores em comissão fosse cortado em 50%.

Durante a manhã deste sábado dezenas de servidores estavam reunidos em frente a agência bancária a qual é efetuado o pagamento dos vencimentos. No entanto, todos foram surpreendidos ao verificarem o saldo e perceberem que o salário teria sido reduzido a metade.

“Cortar os salários na véspera de natal e ano novo... Somos pais de famílias e temos nossos compromissos”, desabafou um dos servidores que preferiu não ter o nome revelado temendo represálias.

Outra servidora questionou o motivo de nos últimos quatro anos o presidente ter conseguido pagar a folha. “Ele sempre pagou durante todo o mandato. Por que só agora o dinheiro não deu? Será que é vingança por ele não ter sido reeleito”, indaga.

Um movimento com o objetivo de percorrer as emissoras de rádio da cidade para denunciar o caso e cobrar explicações está sendo agendado para segunda-feira, 24.

Em resposta aos inúmeros questionamentos a respeito do corte de salários dos servidores da Câmara Municipal de Vereadores, o Primeiro Secretário, Vereador Gileninho Sampaio (PSD) esclarece que não foi consultado a respeito desse corte, que atinge em média cinquenta por cento dos vencimentos.

Ao contatar vereadores que não são da mesa diretora, descobrimos que eles não foram consultados sobre essa decisão e prometem acionar o Ministério Público também.

A reportagem entrou em contato com o presidente Geraldo Alencar para falar sobre o assunto, mas seus celulares estavam fora da área de cobertura ou desligado.

Nossa reportagem consultou um especialista na área jurídica, ele afirmou que com esse ato o presidente da Casa poderá ser enquadrado na lei da Ficha Limpa. “As contas serão reprovadas e ele poderá ficar inelegível, pois será enquadrado como político de ficha suja”.