Quatorze municípios de Alagoas estão em situação epidêmica (300 casos notificados por 100 mil habitantes) por causa da dengue. Já são 4.286 casos suspeitos em todo o estado, um aumento de 11,35% se comparado ao mesmo período do ano passado.

Desses casos, 133 são suspeitos de Dengue Hemorrágica, a forma mais grave da doença. Comparado a 2011, é um aumento de 82%. Cinco óbitos foram registrados mas apenas um foi confirmado e outro, descartado, informa o boletim da Secretaria de Estado da Saúde (SESAU).

O Aedes aegypti infesta 100% dos municípios alagoanos, onde circulam os sorotipos DENV-1, DENV-2 e DENV-3 (introduzidos respectivamente em 1986, 1991 e 2002). Em 16 de março de 2012, o LACENAL, isolou o DENV-4 nos municípios de Palmeira dos Índios e Piaçabuçu. O caso de Palmeira dos Índios é procedente do estado de São Paulo e o de Piaçabuçu é residente desse município, porém com histórico de deslocamento entre os Estados de Sergipe e Alagoas. No entanto, não é possível afirmar o local provável de infecção, já que as pessoas apresentaram deslocamento durante o período de incubação da doença.

Os municípios em situação epidêmica são Canapi, Senador Rui Palmeira, Santana do Ipanema, Dois Riachos, Major Isidoro, Jacaré dos Homens, Palmeira dos Índios, Arapiraca, Lagoa da Canoa, Limoeiro de Anadia, Belém, Murici, Novo Lino e Maragogi.

Outros 28 estão em situação de alerta, 52 com a doença sob controle e oito não informaram seus dados a Sesau.

Com relação ao índice de infestação predial, Alagoas apresenta-se com a seguinte classificação de risco: 23 municípios em situação de risco de surto, 43 em situação de alerta e 36 em situação satisfatória.