Quando o governador Teotonio Vilela Filho voltar dos Estados Unidos na próxima quinta-feira (12) – onde participa de reuniões de negócios com investidores do Banco Mundial e governadores do Nordeste brasileiro – uma comissão formada por estudantes, professores e servidores da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), do campus Arapiraca, estarão à espera do representante do executivo estadual para cobrar medidas diante do clima de insegurança proporcionado pelo presídio Luiz de Oliveira Souza, que fica ao lado campus universitário em Arapiraca.

A vigília, à espera do governado do Estado, estar prevista para começar na noite da quarta-feira (11) em frente ao Palácio do Governo. O objetivo da comunidade acadêmica é acampar na praça dos Martírios já noite da quarta e prosseguir até a quinta-feira (12).

“Vamos realizar a vigília para demonstrar o quanto é importante esta questão da segurança para comunidade acadêmica da Ufal Arapiraca, que vive o dia a dia ao lado de um presídio com histórico de fugas. Assim, queremos que o governador Teotonio Vilela receba uma comissão, discuta o problema, determine prazos para melhorar a segurança do presídio e para sua desativação” expôs o estudante e representante do DCE Ufal, Jeferson Silva Costa.

Ato

Antes da vigília está marcado para às 8 horas da manhã desta quarta-feira (11), em Arapiraca, um ato publico. Estudantes, professores e servidores da Ufal Arapiraca vão percorrer as principais ruas da cidade fazendo apitaço e panfletagem para pedir apoio da população na mobilização que cobra a desativação do presídio Luiz de Oliveira Souza.

As deliberações da mobilização pró-segurança surgiram após a assembléia entre servidores e estudantes da Ufal que ocorreu, na manhã desta terça-feira (10), no campus da cidade de Palmeira dos Índios.

Na ocasião, também foi discutido a possibilidade da paralisação das atividades dos pólos da Ufal de Palmeira dos Índios, Penedo e Viçosa. Medida que seria adotada como forma de solidariedade ao clima de insegurança vivido pela comunidade acadêmica universitária de Arapiraca.


Negociação

As aulas no campus da Universidade Federal de Alagoas em Arapiraca só devem ser retomadas quando o governador Teotonio Vilela Filho (PSDB) atender, pelo menos, parte das reivindicações dos professores e alunos. Há uma semana reeducandos invadiram o prédio após fuga do Presídio Desembargador Luiz de Oliveira.

Em curto prazo, o reitor da Ufal, professor Eurico Lôbo, quer ao menos que seja reforçada a segurança no presídio para evitar novas fugas. “Soube que agentes penitenciários foram retirados do presídio Arapiraca para trabalhar em Maceió”, acrescentou o reitor. Uma reunião que discutiria o assunto nesta segunda-feira foi adiada. “O governador viajou e, agora, vamos aguardar ele retornar para tentar resolver o problema. Vamos ver se quinta-feira a gente consegue se reunir”, acrescentou.

Segundo o reitor, não é possível retomar as aulas com esse “clima” de total insegurança dentro do campus. “O governo tem que tratar isso de forma urgente. As aulas continuam paralisadas. É preciso o mínimo de tranquilidade para voltarmos”, acrescentou Eurico Lôbo.

Eurico Lôbo deve viajar ainda esta semana para Brasília onde vai tentar uma reunião com o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, para tratar sobre a situação da Ufal. Quando as aulas forem retomadas – paradas há quase uma semana – outro problema será a necessidade de ajustes no calendário. “Com o clima de insegurança não é possível. Eu como reitor e professor não me sinto à vontade para pedir que voltem nessa situação”, disse.