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Um carro suspeito de ter sido usado no assassinato da vereadora Marielle Franco (Psol) e do seu motorista Anderson Gomes, na noite da última quarta-feira (14), no Rio de Janeiro, foi apreendido na madrugada deste domingo (18), no município de Ubá, em Minas Gerais.

De acordo com o delegado Alexandrino Rosa de Souza, o veículo foi localizado após uma denúncia anônima feita à Polícia Civil do Rio de Janeiro. Para confirmar se o veículo é realmente um dos utilizados pelos criminosos na execução de Marielle Franco , uma equipe da polícia do Rio se direcionou à cidade mineira durante a tarde de hoje.

O carro, que tem placas do Rio, foi encontrado em uma rua sem saída do bairro mineiro Distrito Industrial. Não se sabe ao certo se esse veículo encontrado foi o utilizado pelos criminosos que balearam a parlamentar ou se foi o que deu cobertura aos bandidos. Uma perícia será feita no carro.

Vereadora assassinada

Marielle deixava o evento “Jovens negras movendo as estruturas”, na noite de quarta-feira (14), na Lapa, e se dirigia para sua casa na Tijuca quando dois homens em um carro emparelharam o veículo onde ela estava junto ao seu motorista. Os bandidos dispararam mais de dez tiros.

A vereadora e Anderson Gomes morreram na hora. O crime aconteceu na Rua Joaquim Palhares, no bairro do Estácio, próximo à estação de metrô. Todos os indícios apontam para a possibilidade de um homicídio premeditado, uma execução.

A vereadora fazia parte da Comissão da Câmara que fiscalizava a intervenção federal na segurança pública do Rio de Janeiro. Dias antes de ser assassinada, ela denunciou assassinatos que teriam sido praticados por policiais do 41º Batalhão da PM do Rio.

Referência para o movimento negro e feminista, ela deixou uma filha de 19 anos. O corpo da vereadora foi velado na quinta-feira (15), na Câmara dos Vereadores, tendo sido acompanhado por uma multidão de milhares de pessoas.

Sua morte eclodiu em diversos protestos e manifestações não só no Brasil, mas em todo o mundo. A discussão a respeito do crime ficou ainda mais acalorada depois que as investigações apontaram que as balas que mataram Marielle Franco vieram de um lote vendido à Polícia Federal de Brasília .