Assessoria 83b86ebb 0e0b 4896 a6d0 6227911fcf72 Gestores em visita ao aterro sanitário de São Luís, no Maranhão, no mês passado

O prefeito de Palmeira dos Índios Júlio Cezar e prefeitos alagoanos das regiões do Agreste, do Sertão e do Vale do Paraíba, estarão reunidos na cidade palmeirense na terça-feira (12), quando discutirão problemas relacionados ao lixão dos municípios, a construção do aterro sanitário do Agreste e das áreas de transbordo, que também inclui a implantação de uma sede em Palmeira. O lixo é um dos grandes problemas enfrentados pelas cidades que precisam se adequar ao decreto federal 12.305/10, que determina o fechamento desses locais desde 2014.

Alguns gestores também irão relatar a experiência que tiveram durante a visita ao aterro sanitário de São Luís, no Maranhão, ocorrida no final do mês passado, por ser considerado um modelo em todo o país.  Além disso, haverá um debate com os diretores das Centrais de Tratamento de Resíduos (CTRs) de Alagoas sobre os custos operacionais de uma estação de transbordo. “A experiência em São Luís foi maravilhosa, porque além do aterro sanitário, que funciona de acordo com as normas ambientais, a cidade possui ecopontos instalados estrategicamente, e que recebem o lixo doméstico depositado pela população. Com isso, além da realização correta da coleta seletiva, as praças e terrenos baldios ficam livres de sujeira e a população ganha em qualidade de vida”, disse a secretária de Meio Ambiente e Recursos Hídricos de Palmeira dos Índios (Semarhpi) Anna Luísa França.

Para o prefeito Júlio Cezar, a adequação de Palmeira ao decreto federal é de extrema importância, pois o município já recebeu várias multas por manter o lixão da cidade sem o devido tratamento dos resíduos sólidos. Uma delas, em 2015, a prefeitura foi multada em R$ 440 mil pela Fiscalização Preventiva Integrada na Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco (FPI do São Francisco) por crime de poluição ambiental. “O município já se comprometeu a encerrar o lixão e se adequar ao que determina as leis ambientais. O Ima, o Ibama e a Semarh são implacáveis na fiscalização e o município vai encerrar o lixão e encaminhar o lixo da cidade para o aterro sanitário de Craíbas. O município foi multado várias vezes e, graças às articulações políticas, essas multas foram reduzidas e estamos trabalhando para anistiar cada uma delas”, garantiu o prefeito, que também é diretor administrativo do Consórcio Regional de Resíduos Sólidos do Agreste Alagoano (Conagreste).

E continuou. “Quando nos unimos nos tornamos mais fortes e os problemas são minimizados. Juntos, vamos encontrar as saídas para os problemas, sobretudo, na questão dos custos do lixo. Mas não adianta a gente buscar soluções se a população não colaborar. Os prefeitos não descartam criar uma legislação mais rigorosa nos municípios para penalizar quem joga lixo nas ruas ou agride e polui o meio ambiente. Todos têm que ter responsabilidade e compartilhar esses problemas que não são só dos governos, mas de toda a sociedade”, finalizou Júlio Cezar.