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As lâmpadas de LED, que consomem menos energia do que as convencionais incandescentes ou fluorescentes, vêm conquistando o mercado em razão do menor consumo de energia e de serem menos agressivas ao meio ambiente. No Plano de Gestão de 2017, foi prevista como medida socioambiental a substituição de lâmpadas comuns por lâmpadas de LED na Justiça Federal em Alagoas (JFAL).

      Assim, a JFAL adquiriu, ainda no final de 2016, 2.500 lâmpadas LED, já tendo sido efetuada a substituição nas salas de audiência e nos gabinetes dos juízes, titulares e substitutos. Nos demais ambientes, as fluorescentes serão substituídas gradualmente por lâmpadas de LED, à medida que as antigas perderem a capacidade de uso. Na recente reforma realizada no Salão Nobre, na Biblioteca, no Memorial e no Auditório, todas as lâmpadas foram substituídas por modelos com tecnologia LED. Nas reformas do Juizado e da Turma Recursal (6º Pavimento), em fase de licitação, já está prevista a instalação das lâmpadas de LED.

     O LED (Light Emitter Diode ou Diodo Emissor de Luz) é um dispositivo eletrônico que transforma energia elétrica em luz. Essa transformação é diferente da realizada nas lâmpadas convencionais (incandescentes e fluorescentes), que utilizam filamentos metálicos e descargas de gases.

Histórico das LEDs

A lâmpadas de LED foram aperfeiçoadas graças a três cientistas japoneses que receberam o prêmio Nobel de física de 2014, concedido pela Real Academia das Ciências da Suécia. Os três inventaram, na década de 90, o emissor de luz azul de diodo, que, combinado com os LEDs verde e vermelho já existentes, possibilitou a criação de lâmpadas de luz branca mais duradouras e eficientes do que todas as demais.

     A tecnologia foi criada na Rússia ainda na década de 20 e desde os anos 60 os LEDS de luz verde e vermelha já eram utilizados em pequenos dispositivos como calculadoras e placas de circuitos. Porém, apenas com a descoberta da luz de LED azul, na década de 90, foi possível combinar as três cores para obter uma lâmpada de luz branca, resultando numa fonte de energia mais eficiente e sustentável.  

     Atualmente, sua utilidade ampliou-se e o LED já pode ser encontrado em televisões, monitores de computador, lanternas e telas de celulares.

     A venda de lâmpadas incandescentes foi proibida no Brasil em 2016, num processo anual gradativo de restrição também de fabricação e importação. A maior parte da energia é usada para aquecer esse tipo de lâmpada e não para iluminar. Cerca de 80% da energia é dissipada na forma de calor.

      As lâmpadas fluorescentes são mais econômicas que as lâmpadas incandescentes, por isso são amplamente usadas na iluminação de escritórios e instalações industriais, ganhando espaço no mercado residencial graças às campanhas de economia de energia. Entretanto, possuem mercúrio na sua composição, o que prejudica a natureza em caso de contaminação do solo ou a água.

      Já as lâmpadas de LED iluminam mais e consomem menos energia. Permitem direcionar a luminosidade. Com apenas 6 a 8 watts de potência, produzem a mesma luminosidade que as lâmpadas incandescentes de 100 watts. São 12 vezes mais eficientes e reduzem a conta de energia em quase 90%. Não contém mercúrio e não emitem calor e nem raios ultravioleta.  

Comparação de consumo de energia

     A diferença no consumo energético entre as opções de iluminação pode ser percebida no gasto a cada hora. Uma lâmpada incandescente de 60W, por exemplo, consome a mesma energia que uma luminária LED de apenas 4,5W. Isso representa uma economia de 55,5W a cada hora.

     O uso das lâmpadas fluorescentes é um pouco mais econômico se comparado ao das incandescentes, mas, ainda assim, consome em quantidades muito superiores ao gasto energético do LED. Uma luz tubular fluorescente com 40W, por exemplo, proporciona o mesmo consumo de lâmpadas de LED que trabalham com 18W. A troca de um modelo pelo outro é capaz de proporcionar uma economia de 55,5W por hora.